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Origem Sustentável é tema do Seminário de Desenvolvimento Econômico

O programa Origem Sustentável, criado para certificar indústrias da cadeia de calçados que adotam processos produtivos sustentáveis, foi tema de apresentação na 3ª edição do Seminário de Desenvolvimento Econômico. O evento, realizado pela Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo/RS, contou com a exposição do presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, e da superintendente da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Silvana Dilly, no último dia 2 de setembro. 

Na oportunidade, Ferreira destacou que os ganhos de uma certificação de sustentabilidade vão além dos ambientais. No caso do Brasil, citou uma pesquisa da Grant Thornton que aponta que mais de 70% das empresas brasileiras acreditam no impacto positivo da sustentabilidade nos negócios. “Os consumidores estão cada vez mais conscientes sobre a importância da sustentabilidade e esse movimento tem se refletido nas empresas”, disse. Segundo o executivo, no mercado internacional o processo é semelhante. “A Abicalçados tem sido procurada por compradores estrangeiros em busca de fornecedores sustentáveis e esse também é um dos motivos para o crescimento do Origem Sustentável, já que é o único certificador de processos sustentáveis da cadeia calçadista no Brasil”, frisou.

Na sequência, Silvana detalhou como funciona o Programa, criado pela Abicalçados e Assintecal em 2013 e reformulado em 2019. “Certificamos empresas que tenham o processo produtivo sustentável. Do que adianta ter um produto sustentável se o processo para a produção dele não foi sustentável?”, questionou. O Origem Sustentável tem seus indicadores baseados em referências internacionais como os 17 objetivos para desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidos (ONU), o que lhe confere uma abrangência no mercado externo. 

Silvana explicou que, para a certificação, são avaliados 104 indicadores que trazem a sustentabilidade nas suas dimensões ambiental, econômica, social e cultural. “Além disso, é importante que a empresa tenha mecanismos de gestão da sustentabilidade, envolvendo todos os seus setores”, destacou. A superintendente explicou que a ideia de trazer aspectos sociais, econômicos e culturais partiu da necessidade de se ter uma abrangência maior do conceito de sustentabilidade, ainda muito vinculado apenas às questões ambientais. 

Para aderir ao Origem Sustentável, as empresas precisam ser associadas à Abicalçados (calçadistas) ou à Assintecal (fornecedores de componentes). As auditorias são realizadas pela SGS, ABNT, SENAI e BUREAU VERITAS, sendo que a validade da certificação é de dois anos. As certificações possuem quatro níveis. Empresas que contemplam acima de 20% (micro e pequenas) e de 30% (médias e grandes empresas) dos indicadores recebem o selo Bronze, as que contemplam acima de 40% recebem Prata, as que respondem por mais de 60% dos indicadores recebem Ouro e as que ultrapassam 80% dos indicadores alcançam o nível máximo, o de Diamante.

Atualmente, o Origem Sustentável conta com nomes como Vulcabras, Piccadilly, Bibi, Boxprint e Caimi & Liaison certificadas, e tem mais de 50 empresas em processo de implementação, caso da Schutz, Usaflex, Ramarim, Beira Rio, Via Marte, Redeplast, Calçados Ala e Bebecê.

Seminário
Entre os dias 10 de agosto e 2 de setembro, a 3ª edição do Seminário de Desenvolvimento Econômico de Novo Hamburgo apresentou uma série de debates com o objetivo de pensar alternativas aos diversos setores produtivos em meio à crise gerada pela pandemia da Covid-19 A atividade foi promovida pela Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo e pela Escola do Legislativo hamburguense em parceria com diversas entidades.

Confira a live completa https://www.youtube.com/watch?v=X9EcL3jR4-c